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Venezuelanos amanhecem em fila para obter visto e entrar Brasil

Venezuelanos amanhecem em fila para obter visto e cruzar fronteira com Brasil por Roraima Segundo a Polícia Federal em Roraima, mais de 6,4 mil pedidos de refúgios de venezuelanos foram registrados até junho de 2017.

O agravamento da crise política na Venezuela após a votação da Assembleia Constituinte de Nicolás Maduro aumentou o movimento de venezuelanos na fronteira com Roraima. Na sede da Polícia Federal em Pacaraima, cidade entre Brasil e Venezuela, centenas de estrangeiros formaram nesta segunda-feira (7), ainda pela madrugada, uma longa fila em busca de permissão para cruzar a fronteira.

Desde o início da crise venezuelana milhares de estrangeiros vieram para Roraima. Dados da PF no estado apontam a constante onda migratória que segue o aumento da instabilidade política no país vizinho. Em 2015 foram registrados 230 pedidos de refúgio de venezuelanos em Roraima. Um ano depois esse número subiu para 2.230 e até junho de 2017 já bateu a marca de 6.438 solicitações.

Na fronteira com o Brasil os venezuelanos entram em Roraima após preencherem um visto de turismo que autoriza a entrada e permanência no país por até 60 dias. O documento é fornecido na sede da Polícia Federal.

Nesta segunda a fila começou a se formar ainda pela madrugada. Os primeiros chegaram às 4h para receberem atendimento apenas às 8h. Nas primeiras horas do dia foram distribuídas mais de 200 senhas para os estrangeiros. O procedimento ocorre diariamente.

Segundo moradores e pessoas que trabalham na fronteira, o movimento tem crescido na última semana e a fila tem se formado cada vez mais cedo.

Perfil dos Imigrantes

Conforme dados divulgados pela Polícia Federal em Roraima, a maioria dos venezuelanos que estão imigrando para Roraima são de Caracas, capital do país. Mais de 58% são do sexo masculino e jovens entre 22 e 25 anos. A maioria dos estrangeiros que vem para o estado são estudantes (17,93%), seguidos por engenheiros (6,21%), médicos (4,83%) e economistas (7,83%).

No Brasil, eles buscam trabalho. Nos últimos sete meses, o Ministério do Trabalho no estado (MTE-RR) registrou um recorde de emissão de carteiras de trabalho a venezuelanos. Nesse período foram quase 3 mil carteiras entregues a cidadãos venezuelanos. Em 2015, emitiram-se apenas 257 documentos, e 1.331 em 2016.

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